Desafio de Filmes 2017

Olá para todas e todos!

Eu já comentei que amo ler livros, mas em nenhum momento tinha pensado antes que, como o Desafio Literário Agridoce 2017, eu poderia me desafiar a ver filmes que estão há décadas na minha lista e que eu enrolo e enrolo e não assisto e também os últimos lançamentos que surgem no cinema.

Bem, se este é o ano do Desafio, vou de cinema também

Garimpando pela blogosfera, eu percebi que é mais difícil hoje em dia encontrar quem faça este tipo de desafio (literário tem aos montes!). Tem, claro, o desafio de "52 Filmes em 52 Semanas", mas eu achei muito restritivo (palavra difícil, hein?) porque se eu assistir menos que a meta, vou me sentir atrasada frente a quem arrasa com os 52, e se eu passar disso, vou me sentir culpada por ser "fominha de filmes"(?) (tem semana em que não vejo um filminho sequer e tem outras em que assisto um ou mais de um por dia. Vai da verve mesmo!). Então, percebi que eu poderia adaptar perfeitamente as listinhas de livros ao meu gosto bem aqui bem como, à medida que o ano for avançando, eu vou incluindo novos filmes. Então, comecemos por estas guias:

1. Um filme do Studio Ghibli - Meu Amigo Totoro ASSISTI

2. Um filme dos Stúdios Diney/Pixar - Moana: Um Mar de Aventuras ASSISTI

3. Um filme de terror - Saco de Ossos

4. Um filme de suspense - A Vida de David Gale

5. Um filme de romance - Razão e Sensibilidade ASSISTI

6. Um filme policial -

7. Uma comédia romântica - Abaixo o Amor ASSISTI

8. Um clássico (ainda que refilmagem) - Sete Homens e Um Destino ASSISTI

9. Um curta-metragem - La Luna, Bococo e Out of Sight

10. Um filme de ficção científica - A Chegada ASSISTI

11. Um filme de aventura - Guardiões da Galáxia Vol. 2 ASSISTI

12. Um filme sobre um fato histórico - Pompeia

13. Um filme sobre uma mulher ou grupo de mulheres - Estrelas Além do Tempo

14. Um filme baseado em um livro - Comer, Rezar, Amar

15. Um documentário - Sal da Terra

16. Um drama - O Menino do Pijama Listrado e Melancolia

17. Um média-metragem - 

18. Um filme nacional - O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

19. Um filme sobre comida - O Tempero da Vida

20. Um filme com o Halloween como tema (ou se passando nele) -

21. Um filme com uma história inspiradora - Hector e a Procura da Felicidade ASSISTI

22. Um filme de ação - John Wick: Um Novo Dia para Matar ASSISTI

23. Um filme do grupo Monty Python - A Vida de Brian

24. Um filme de fantasia - A Bela e a Fera

25. Um filme de mistério com um assassinato - O Nome da Rosa

26. Um filme clássico moderno -

27. Um filme baseado em uma autobiografia - Livre

28. Um filme com um nome como título - Jane Eyre

29. Um filme de uma série - Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar ASSISTI

30. Um filme com um número no título - 20.000 Léguas Submarinas

31. Um filme ou animação com personagens não-humanos - Os Smurfs e a Vila Perdida

32. Um filme que está no topo da lista de filmes a assistir -

33. Um filme pelo trailer - Uma Repórter em Apuros ASSISTI

34. Um filme de espionagem - Códigos de Defesa ASSISTI

35. Um filme com uma heroína feminina - A Rainha do Castelo de Ar ASSISTI

36. Um filme com história de passando no futuro - Blade Runner 2049

37. Um filme aclamado pela crítica - Aquarius

38. Um filme sobre racismo ou outro preconceito - 12 Anos de Escravidão

39. Um filme de Peter Sellers - O Rato que Ruge

40. Um musical - Funny Face (Cinderela em Paris) ASSISTI

41. Um filme sobre a época pós-Segunda Grande Guerra - Cine Majestic

42. Um filme sobre imigrantes - Uma Boa Mentira

43. Um filme sobre esportes - Duelo de Titãs

44. Um filme de um gênero que não se tem o costume de assistir - Alien: Covenant

45. Um filme com uma boa trilha sonora - Across the Universe

46. Um filme de um ano particularmente especial - 

47. Um filme épico - Dunkirk

48. Um filme sobre música - Whiplash: Em Busca da Perfeição

49. Um filme lançado em 2016 - Vizinhos nada Secretos ASSISTI

50. Um filme à la Sessão da Tarde - Destino em Dose Dupla ASSISTI

51. Um filme com o Natal como tema - Garotos em Guerra

52. Um filme com um tema para renovar as energias -




P.S.: Alguns, filmes, eu verei. Outros ficarão por aí ou serão substituídos ou assistirei a ele e mais outros do mesmo gênero. E alguns preencherei ao longo do ano. A lista não é fixa e mudará de acordo com o passar do tempo.


Então, boa sessão de cinema e não esqueçam a pipoca!

Eu ♥ Este Livro #5

Olá, retornamos para mais um Eu ♥ Este Livro.
Falar sobre meus livros favoritos é um deleite para mim. Corro os olhos pela estante e sinto um enorme prazer em escolher um que já li apenas por saber que a releitura será tão gostosa quanto foi a primeira. E é assim que nos sentimos sobre um livro de que gostamos, tê-lo para reler sempre que quisermos faz com a leitura o torne um tesouro dos mais caros.
E partilhar com outras e outros nossas preferências, encontrar quem também se apaixonou pelo mesmo livro é muito bom.
Assim, sob este sentimento tão prazeroso, trago o próximo livro do Eu ♥ Este Livro, que é...




Faz pelo menos uma década que li este livro. E não foi na escola. Sinceramente, eu sempre detestei os chamados clássicos da literatura brasileira. Achava um tipo de escrita chata e rebuscada demais. Como adolescente, era difícil me fazerem quer ler por vontade própria algo do tipo. Só obrigada, como era na escola. Li vários desta forma, Machado de Assis era o divo da época (e acredito que até hoje o seja), porém, para um público que crescia sem o hábito de ler, tentar incutir o costume por meio de deveres que incluíam minuciosas resenhas e resumos dos livros, não ajudava. E assim fui até a idade adulta, quando comecei a olhar para este gênero com menos aversão e mais interesse. Primeiro foi com O Cortiço, de Aluísio Azevedo que achei muito interessante. Percebi, na época, que literatura brasileira não era o bicho-papão que eu imaginava. E por uma indicação inusitada, decidi ler Senhora.
O livro é um romance publicado em 1874, sendo um dos últimos escritos por José de Alencar. É considerado o romance mais urbano do escritor, porque ele buscou mostrar e criticar levemente a sociedade fluminense em seus costumes e hábitos diários (lembrando que, na época, a capital do Brasil era no Rio de Janeiro, por isto, o local mais urbanizado do "país"). A protagonista Aurélia é  filha de uma costureira pobre e órfã de pai que se apaixona por um jovem ambicioso. Como o desejo do homem é ter um futuro com menos dificuldades do que ao lado da pobre moça, já que é um homem elegante, fino e que gosta de possuir o que havia de mais caro a se comprar na época, ele decide romper com ela buscando uma outra mulher que tenha um bom dote (costume antigo, mas ainda em vigor em algumas regiões do mundo, que consiste em a família da noiva dar uma quantia, de bens e/ou dinheiro, a um noivo para acertar o casamento. Sem o dote, uma mulher nada valia...) para se casar. Com o passar do tempo, Aurélia que, além do irmão, também perde a mãe, vê-se sozinha no mundo. Porém, a herança de um avô provoca sua ascendência social e ela passa a ser uma rica donzela que procura por um marido. Mas não qualquer marido.
Ainda ferida pela atitude de seu antigo amor, ela decide negociar o casamento com o mesmo homem, mas sem que ele saiba quem seria sua futura noiva. E ele, apenas pensando em usufruir do dinheiro do dote, aceita sem pensar duas vezes. Ao descobrir quem ela é, Seixas, o homem que a magoou de maneira tão vil, fica feliz por ser Aurélia, pois ainda sente-se profundamente apaixonado por ela. Mas Aurélia, do alto de sua nova posição financeira, esclarece a ele que aquele não foi nada exceto uma transação de negócios. Ela o havia comprado. Para representar o papel que necessitava perante a sociedade vigente, que não lhe permitia ser rica e independente para viver como quisesse.
Assim, Seixas percebe que vender a "alma" por um dote era um preço alto demais a pagar.
É claro que eu não vou contar o desenrolar da história, mas posso dizer que me surpreendi com a escrita de Alencar. A questão do "rebuscamento" da escrita ainda se mantém, mas a história envolve ao ponto de não se importar tanto com isto (e dicionário serve para tirar dúvidas mesmo!). A personagem principal, invariavelmente, mantém-se presa ao script que o Romantismo pedia para cada personagem - a mocinha pobre, o amor negado, o sofrimento do mocinho e o final...
Bem, o final só se descobre lendo o livro.
O que gostei no livro foi uma ruptura (leve) com a ideia de que a personagem feminina deve apenas sofrer calada toda a sorte de dor que o homem principal da história criar. Não chegaria a dizer que Alencar "rompeu" com qualquer tabu ou estigma que a mulher carregava/carrega, mas, às vezes, é bom que uma obra brasileira de época possa trazer como protagonista uma mulher diferente do usual.

Eu recomendo este livro a quem já leu outros da literatura brasileira, mas também a quem gostaria de começar a ler e já andou se divertindo com os de Jane Austen. Lembra muito as confusões amorosas de suas heroínas, mas com mais sarcasmo e cheiro de vingança.


Obrigada pela companhia e até a próxima!

Eu ♥ Este Livro #4

Estamos em pleno começo de semana e nada melhor do que conhecer algo sobre um novo (talvez, velho. Quem sabe, desconhecido) livro. Por isso, eu escolho com cuidado os que desejo que outras e outros leiam pois se foram especiais para mim suas leituras, desejo que gerem o mesmo sentimento a quem pousar os olhos sobre suas linhas.
Bem, para este novo Eu ♥ Este Livro, fiz, como sempre, um pequeno e rápido sorteio e o escolhido foi...




É um livro curto e de rápida leitura. Pelo menos diante, diante dos outros que ela escreveu. Mas foi o primeiro que li dela e achei fantástico seu entendimento do mundo (o livro foi escrito em 1929) com relação às mulheres e suas condições de vida dentro da sociedade. Por minha formação acadêmica (e, claro, por ser uma mulher!), eu tenho lido bastante sobre a condição feminina, mas nunca cheguei (na época da faculdade) a ler um livro sequer de Virginia Woolf. Até que descobri Um Teto Todo Seu na biblioteca (eu já contei sobre minhas manias em relação a livros, incluindo emprestá-los da biblioteca sempre que possível? Bem, eu conto com mais enfoque depois). Foi uma descoberta fantástica porque eu sempre me perguntava como as escritoras de antes de meu tempo se viravam para poderem se manterem produzindo obras em uma época (não tão diferente assim da atual) em que esperava-se que "produzissem", na verdade, almoços, jantares, roupas lavadas, casas limpas e crianças limpinhas e comportadas. Eu me perguntava o que elas pensavam (aquelas que não queriam nada disso) desta "obrigação biológica" que lhes era imposta socialmente falando (e literalmente também). E foi com livros como este que entendi como George Sand (que, na verdade, se chamava Amandine Aurore Lucile Dupin), Currer, Ellis e Acton Bell (na verdade, Charlotte, Emily e Anne Brönte), J.K.Rowling (é, ela também...), Robert Galbraith (J. K. Rowling de novo), P.D. James (Phyllis Dorothy James), e George Eliot (Mary Anne Evans) buscavam lutar para que o que escreviam pudessem ter o mesmo espaço. É claro que a publicação em si não lhes garantia status algum dentro do mundo literário, e mesmo hoje em dia, vê-se ainda o caminho longo que escritoras trilham dentro deste complicado clubinho de autores. Um texto muito legal que encontrei sobre o assunto é este aqui.
Mas voltando ao livro, Um Teto Todo Seu é um ensaio (avaliação crítica sobre as propriedades, a qualidade ou a maneira de usar algo; teste, experimento.), escrito como uma narrativa, que se baseia nas palestras que Woolf dava para estudantes de duas universidades exclusivamente compostas de mulheres (nessa época não era permitido misturar alunas e alunos exatamente como nos colégios internos da vida) e tem capítulos que impactam pelo que ela mostra sobre a relação do trabalho e da mulher como somente pensada em um norte: o lar. O pai de Woolf, por exemplo, (que era escritor) acreditava que apenas meninos deveriam ir para a escola e, assim, a própria Virgina não teve acesso ao ensino tradicional; demonstrando a importância da educação na vida das pessoas e o quanto a falta dela veio a prejudicá-la. Cita Shakespeare, a diferença de tratamento que ele e uma irmã inventada teriam dos pais. Critica aqueles que tentaram deslegitimar a escrita de autoras conhecidas de sua época apenas por serem mulheres (seres considerados intelectualmente inferiores)

"A mulher guia como um farol as obras de todos os poetas desde o início dos tempos. (...) Se as mulheres não tivessem outra existência que não na ficção escrita pelos homens, na verdade, alguém até poderia pensar que ela é uma pessoa da mais alta importância; bastante variada; heroica e desprezível; esplêndida e sórdida; bela e discreta ao máximo; tão grande quanto os homens, alguns diriam até maiores. Mas estas são as mulheres na ficção. Não, na realidade, como o Professor Trevelyan apontou, elas são trancadas, abusadas e jogadas pelos cantos dos quartos.
Assim se formula um ser bem excêntrico e multifacetado. Ela exerce a maior importância imaginariamente; ela é completamente insignificante efetivamente. Ela está na poesia de capa a capa; ela é tudo, mas é inexistente na história. Ela manda na vida de reis e conquistadores na ficção; na realidade, ela é a escrava de qualquer garoto cujos pais enfiaram um anel em seu dedo. Algumas das palavras mais inspiradas e dos pensamentos mais profundos da literatura saíram de seus lábios; na vida real ela mal pode ler; ou soletrar; e era propriedade de seu marido." - trecho de Um Teto Todo Seu

E aquelas que vão um pouco além da "esquina", tem de lutar (literalmente) para que esta decisão possa ser mantida. É interessante porque Virgínia somente pode seguir sua profissão pela providência de uma parenta que lhe reservou uma renda por toda a vida (no Reino Unido e outros locais sob as mesmas regras de economia havia este costume). O que a ajudou a poder voltar-se completamente para a escrita. E nos brindar com suas joias literárias.
Mas pensemos, e se esta parenta não tivesse feito esta generosidade em testamento? E se Virginia Woolf, como a maior parte das mulheres de seu tempo (e de hoje) tivesse de viver para trabalhar, será que teria tempo e/ou oportunidade de ter um "teto' onde pudesse se sentar, debruçar sobre uma mesa e escrever seus pensamentos e ideias?
Acredito que não. E é sobre esta percepção de privilégio que a autora decidiu palestrar e compilar tudo em um livro. É claro que o pensamento de poder ser uma pessoa com condições de se dedicar exclusivamente a uma profissão - que precisa de tempo para ter retorno - é mais complexo do que se possa imaginar. Lendo as críticas ao livro, eu gostei da fala da escritora Alice Walker (A Cor Púrpura) que diz:

"O que, então, podemos dizer de Phillis Wheatley, uma escrava, que nem sequer possuía a si mesma? Esta moça doente, frágil, preta, que precisava de alguém para ajudá-la, às vezes — a saúde dela era muito precária — e que, se tivesse nascido branca, teria sido facilmente seu intelecto considerado superior dentre todas as mulheres e a maioria dos homens na sociedade de sua época."

"Walker reconhece que Wheatley estava em uma posição muito diferente da narradora do ensaio de Woolf, em que ela, Wheatley, não possui ela mesma, nem mesmo "um quarto de sua propriedade". Wheatley e outras escritoras existem fora deste teto, fora deste espaço que Woolf define como à parte para escritoras. Embora ela chame a atenção para os limites do ensaio de Virginia Woolf, Alice Walker, unindo a prosa feminista (escrita de mulheres) ao espaço físico e metafórico dos "jardins de nossas mães", rende homenagem ao semelhante esforço de Woolf pelas que procuram um espaço,  um "quarto" para escritoras."

Enfim, o labor do escritor é difícil em um mundo que desvaloriza o trabalho intelectual frente ao braçal. Porém, o da escritora se veste mais do que apenas desta luta binária. A questão da condição feminina dentro da sociedade é refletida não apenas em sua escrita, mas também em sua busca por posicionamento profissional. A escrita feminina acaba por ser desvalorizada pelo imaginário que se construiu/constrói sobre o "ser mulher", mas também pela desvalorização da ideia de um ser feminino sentado por horas diante de um caderno, um computador ou outra ferramenta. Por isso, a importância deste livro (e de outros tantos sobre a questão do labor da escritora), para que se rompa com a ideia canhestra de que 1) a escrita feminina não possui valor e conteúdo inestimável para humanidade e 2) ela não deve ter seu espaço (físico ou virtual) valorizado, mantido e respeitado.

Eu recomendo este livro a cada uma e cada um que queira porque Virginia Woolf considerava Anônimo como uma mulher e porque é preciso que cada uma tenha um teto todo seu para criar e gerar o conhecimento (de qualquer tipo) que a Humanidade precisa.


Até o próximo livro!

Eu ♥ Este Filme #3

Olá, e voltamos com mais um Eu ♥ Este Filme!

E vamos ao filme sorteado! O escolhido foi...

Conta Comigo (1986)


Uau, eu morro de rir das escolhas deste Sorteador! Se não conhece a ferramenta é só clicar aqui para saber mais. Bem, falando sobre este filme, é difícil encontrar alguém que nunca o tenha assistido. É um "clássico da sessão da tarde" da televisão. com mais de uma geração crescendo na frente dela, sendo "educada" por ela, difícil encontrar quem não andou passou um tempinho na companhia de Gordie, Vern, Chris e Teddy. Só um adendo: os filmes desta época parecem repetir (e muito!) a fórmula dos quatro amigos aventureiros. Seja em Os Goonies, Deu a Louca nos Monstros, Os Garotos Perdidos (do qual me lembro pouco mas acho que eram 4 garotos também) e por aí vai. Parece que os roteiristas perceberam o filão em histórias assim e resolveram aproveitar (em time que está ganhando, ninguém mexe!). Mas o fato é que algumas histórias deram muito certo (enquanto outras eram apenas um plágio ruim das primeiras)Conta Comigo foi um destas.
O filme é o relato de um dos garotos sobre um verão de sua infância, na pequena cidade em que morava. Um dos melhores amigos de Gordie ouve falar sobre o garoto que havia desaparecido nas redondezas e os quatro decidem empreender uma busca por ele. E, para isso, eles conseguem se meter em muita situação insana (como a das sanguessugas!) que parece testar a união do pequeno grupo, mas a amizade e a promessa de encontrar o menino é mantida até o fim.
É um filme tocante, acima de tudo e, por isso, foge um pouco da linha de aventura apenas por diversão (ou piratas) dos outros filmes com garotos da época. Ele me lembra um pouco de outro chamado Caçadoras de Aventuras (mas com um grupo menor de aventureiras) por mostrar os contratempos que seus membros passam no dia a dia. O relato de Gordie passa também pelas dificuldades de Teddy (que mostra-se emocionalmente perturbado) e sofre nas mãos do pai, pelo jeito infantil e ansioso de Vern de lidar com as situações e pela obstinação e destemor de Chris querendo sempre fazer o certo sem medir as consequências para si próprio. É interessante porque eles são pré-adolescentes vivenciando estados emocionais que mulheres e homens adultos têm dificuldade de lidar. E, ao mesmo tempo, é incrível como eles prosseguem em sua empreitada apenas por se considerarem amigos, irmãos de alma naquele momento de suas vidas. Ou seja, a amizade que temos nesta idade pode ser das mais puras que poderíamos ter em vida.
Uns pontos interessantes sobre o filme é que, primeiramente, ele foi baseado em um conto do mestre do terror Stephen King (e falo disso aqui para que possam ler também sobre o assunto) chamado 'O Outono da Inocência' do livro Quatro Estações (que também é a origem do filme Um Sonho de Liberdade). Então dá para entender que foi uma grande ideia passar para a forma de película cinematográfica uma história do rei das adaptações para filmes (Carrie, O Iluminado, Christine: o Carro Assassino, Colheita Maldita, Chamas da Vingança, A Hora do Lobisomem, O Sobrevivente, Cemitério Maldito, It: A Obra Prima do Medo, A Metade Negra, Um Sonho de Liberdade, À Espera de Um Milagre, O Apanhador de Sonhos, A Névoa entre outros)E, claro, tem o Will Wheaton de Star Trek e The Big Bang Theory.
Então, Conta Comigo envolve uma história sobre decisão, determinação, coragem e emoção.  É sobre crianças, mas mostra o quanto a vida pode ser terrível (como quando procuramos por algo que apenas em parte pode ser salvo) e também bela pela companhia que temos ao enveredá-la.
Eu recomendo para quem, incrivelmente, talvez não tenha assistido e também como um revival para quem sente falta de histórias sem muito efeitos (especiais) ou invencionices. O filme se faz pelo talento dos atores combinado com a comovente história de aventura que os envolve, e nada mais. 


Abraço a quem quiser e até a próxima!

Um Canto de Leitura #1

Olá, este é um dos dias mais esperados, por trabalhadores e estudantes, da semana: a sexta-feira!!! Nada de ter de dormir cedo, e nem de se preocupar para correr para pegar o ônibus e chegar no horário, onde quer que se tenha de ir. Porque, hoje é sexta-feira. E que tal nos prepararmos para um fim de semana de descanso? Em geral, viciadas e viciados em livros e filmes amam encontrar formas de  poderem interagir com suas paixões, e o fim de semana é o momento em que podem esquecer das obrigações, buscar um lugar confortável e mergulhar de cabeça em uma boa história.

Um Canto de Leitura


Pensando nisso, decidi postar aqui alguns dos ambientes que encontrei que são perfeitos para se jogar e esquecer da vida "lá fora". E, em conjunto a eles, vou trazer uma sugestãozinha dos livros ou filmes que mais combinam com o ambiente (porque com certeza, o local certo pede o livro/filme perfeito, concorda?). E vou trazer cantos para vários gostos.

Dificilmente, se eu esbarrasse em um desses lugares, não iria acabar me acomodando e lendo um livro ou arrumando um filminho acompanhado de uma bebida bem saborosa.


O Canto é também o primeiro que coloquei em minha pasta no Pinterest (apesar de ele ser originalmente do Flickr). Eu bati o olho e pensei: "Quero sentar ali, quero levar algo para beber e quero...

https://br.pinterest.com/pin/5629568253825908/


... ler 'O Clube da Felicidade e da Sorte', de Amy Tan.
... ou assistir a 'A Mulher do Açougueiro'.



Canto: É um dos lugares que mais me fizeram querer uma poltrona enorme e fofa. Este tom escuro dá uma ideia de mistério e suspense, mas também serve bem para um dramazinho ou um romance bem lacrimoso. O problema é que provavelmente eu dormiria neste ninho. Só de olhar me traz uma paaaaaazzzzzz...



Eu acredito que combine com um cappuccino (ou um refri e um balde gigante de pipoca!) e...
... ler 'Roubando Vidas', de Michael Pye.
... ou assistir a 'À Espera de um Milagre'.



O 3º Canto é uma ode ao romantismo. Uma poltrona toda florida para se esbaldar com um chazinho de camomila ou outro calmante e um bom...



... romance de Jane Austen ou das Irmãs Brontë - Charlotte, Emily ou Anne (eu não falei que o final tem de ser feliz. Romances assim,em contos de fadas!).
... ou assistir a 'Rosas da Sedução'.



O último Canto é para romper estereótipos. Chega dessa coisa de cadeira ou poltrona certinha. Dá para ler ou assistir com conforto e isto pode ser feito nessa "poltrona que parece um saco de roupas sujas (ah, se não parece!). E o melhor é que você a molda como quiser (amei esta parte!). Então, como este é um canto para que ninguém exija ordem, podemos levar para lá o que quisermos (ou não levar nada!) e...



... ler 'A Lua do Deserto'.
... ou assistir a 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres'.


Espero que tenham gostado porque só de olhar estes ninhos já me deu vontade de pular no meu e curtir um filminho ou ler um dos livros do Desafio Literário AgriDoce 2017.


Boa leitura ou divirta-se com a película e nos vemos na próxima semana! 

Agridoce em Séries #2


E voltamos com mais um Agridoce em Séries!

Este ano começou meio atolado para falar de séries. Algumas que eu acompanhava, desisti. Outras novas, ainda estou tendo dificuldades em seguir religiosamente. Não apenas pela preguiça, mas porque nem sempre tenho tempo para parar, sentar e me deixar levar por um episódio. Logo, começo a pensar em tudo que ainda preciso fazer e nem curto direito. Por isso, o Agridoce... acaba por me ajudar a lembrar de uma ou outra que anda meio esquecida.

Outro "truque" que uso (quando lembro) é o Banco de Séries. Sabe o que é isto? Não? Bem, eu coloquei aí em cima, no próprio título, um link para ir até lá, mas já explico o que é: uma rede social sobre séries que uma grande amiga, a Tábata do Randomicidades indicou (e ainda usa muito) para ter um registro de qual séries está assistindo, em que episódio ou temporada parou, quais tem mais episódios para ver mais para frente, quais foram encerradas e quais as novas que chegaram na última estação. Também tem como dar notas para cada temporada e episódio. O legal é perceber que organizando, dá para assistir todas que gostamos. O ruim é que tem um espacinho mostrando quanto tempo ficamos na frente da TV assistindo às séries... Dá meda!!!!

Bom, quem quiser (ou for TOCada/o pela mania de organização), é só entrar no 'Banco...' e fazer seu perfil. Como eu disse antes, quando lembro, vou lá e atualizo o que já vi e me sinto bem sabendo que está tudo organizadinho para quando eu voltar (na próxima encarnação) a entrar na rede.

Mas voltando ao assunto do post, hoje vou colocar séries que assisto e gosto muito, mas também uma ou outra que acompanho "por procuração" (minha cara-metade ama assistir, mas só com companhia...). Vamos lá?




Primeiríssima da lista, ela ia aparecer no outro post mas eu decidi que apenas três viriam a cada vez. Então, Jessica Jones entrou logo na frente na corrida dessa semana. A personagem principal é uma super-heroína do gigantesco leque de heróis da Marvel. Tem HQ e história solo que fez/faz o maior sucesso mostrando suas aventuras regadas a muita porrada e palavrão. Na série ela guarda estas características: é superforte e inteligente, mas, diferente do HQ, a história de Jessica ganha tons mais sombrios (e ela não usa tomara-que-caia!... Xi, acho que eu vi um spoilerzinho! kkkkkk)
Mas vamos a uma pequena sinopse da série:
"Após o acidente com sua família, Jessica Jones tenta reconstruir sua vida. Por ser criada por uma famosa agenciadora de artistas infantis que secretamente é uma narcisista patológica, Jessica torna-se guardiã e protetora da filha desta agenciadora e esta a ajuda a usar seus poderes para auxiliar as pessoas. E, de quebra, ganhar um dinheirinho com isso. Assim, Jessica abre a sua própria agência de detetives depois de uma experiência terrível que teve com um homem também detentor de habilidades extraordinárias. Então, a história se desenrola em meio aos casos como detetive, a atração mal disfarçada por um homem chamado Luke Cage e sua guerra pessoal contra um vilão diabólico."
A Netflix tem se destacado por séries da Marvel que impressionam pela qualidade como O Demolidor (que inaugurou as séries) e Luke Cage, que são produções do próprio serviço de streaming, mas também por colocar no seu cardápio as produções de outrem, também da Marvel (como Agent Carter). Quando Jessica Jones surgiu, eu decidi não assistir (porque todo mundo 'tava assistindo!) e sempre desconfio desse lance de "manada". Além disso, eu já  tinha visto a atriz que interpreta a Jessica em outros trabalhos e percebi que ela tinha uma veia cômica demais para um enredo tão obscuro. Mas esta série me surpreendeu. Vi a primeira temporada de um fôlego só ano passado e já estou ansiosa (se a preguiça e os compromissos deixarem) para que a próxima venha. 
Atualização: 1) Pode ser assistida no Netflix. 2) Existe previsão de 2ª temporada e crossover com personagens (de novo!) de uma outra série, O Demolidor. Lembrando que Claire Temple, também de O Demolidor, é a nômade de todas, passando por esta, bicando em Jessica Jones e dando continuidade a seu trabalho de salvar super-heróis em Luke Cage.




Essa série é um problema porque eu nunca quis assisti-la. E isso por culpa de Friends (que eu sempre achei chata e forçada! Me perdoem fãs, mas não existe unanimidade na vida!), eu conclui que HIMYM seria uma cópia, quase um plágio da outra. Mas minha cara metade se apaixonou pela série (lembra que eu disse que havia uma que eu via porque alguém queria companhia?) e até que ela é engraçadinha. Lembra realmente um pouco os conflitos de Friends, mas não percebi muito mais similaridade, além de ser um grupo de amigos e a maior parte das cenas serem no apartamento de um deles. Não sei dizer se é porque a primeira série passou numa época em que eu ficava mais ligada em outras (e passava na Record, eu acho, e o sinal de tv era péssimo, por isso não me interessei em assistir Friends para além da 1ª temporada, e já deu!), mas esta eu até acho legal. Não gosto da extensão do relato (quando ele vai encontrar a bendita da mãe dos meninos?????), o que me desanima  assisti-la, mas há certos sacrifícios que fazemos "por amor" (kkkkkkk). E que tal um resuminho sobre ela?
"How I Met Your Mother mostra Ted Mosby em 2030 narrando aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles e cada um dos grandes e pequenos problemas, trapalhadas, esquisitices e alegrias na vida dele e de seus melhores amigos Marshal, Lily, Robin e Barney até a "Mãe" aparecer." É realmente engraçada a série pela interação entre os atores (apesar de detestar o personagem Barney tenho que reconhecer que Neal Patrick Harris o faz ser muito cômico... e destinado a se dar mal quando se comporta mal). Infelizmente, a série tem muitos pontos que eu acho sem sentido e mesmo desnecessários, mas como é algo que reflete a opinião dos roteiristas de uma década atrás praticamente, fica difícil não ter esperança de que eles evoluíram depois disso. Retirando, então, piadas machistas, homofóbicas, gordofóbicas dentre outras de cunho preconceituoso que tem na série (o que não é exclusivo de HIMYM, porque já vi em outras e hoje são apontadas como o são), dá pra se divertir com as trapalhadas em que eles se envolvem e das esquisitices personalizadas de cada personagem (Mabel é um barril de estimação de um dos personagens...).
Atualização: A série já se encerrou, mas pode ser assistida no Netflix num legítimo revival.




Esta é uma série que amo assistir, mas que está criando teia de aranha porque esqueço que gosto das personagens. O engraçado é que ninguém me indicou esta série (que achei por acaso logo no ano de lançamento) e acompanho desde então. O interessante da série é que os episódios (como em HIMYM) são curtinhos e nem dá direito para enjoar (caso se queira). E quando estou meio tensa com algo, dou um jeito de sentar e passar 20 minutos rindo das besteiras da desbocada Max Black e da ex-patricinha Caroline Channing. Resuminho?
"Em 2 Broke Girls acompanhamos a vida de duas garçonetes, Max Black, a filha de uma alcoólatra e ausente mãe e de pai desconhecido, e Caroline Channing, nascida rica, mas que fica sem dinheiro devido ao pai ser preso e condenado por seus golpes no mundo dos negócios. As duas trabalham juntas em um restaurante do Brooklyn, logo se tornando companheiras e melhores amigas e aprendem a viver e se divertir sem um centavo no bolso.
Esta é uma das séries que sempre levantam meu humor, mas também me faz lembrar do valor da amizade diante do caos da vida. 
Atualização2 Broke Girls está na 6ª temporada e pode ser vista pelos canais Warner Channel e na tv aberta pelo SBT.



E por aqui, eu fico!

Boa semana e até a próxima!