Eu ♥ Este Livro #5

Olá, retornamos para mais um Eu ♥ Este Livro.
Falar sobre meus livros favoritos é um deleite para mim. Corro os olhos pela estante e sinto um enorme prazer em escolher um que já li apenas por saber que a releitura será tão gostosa quanto foi a primeira. E é assim que nos sentimos sobre um livro de que gostamos, tê-lo para reler sempre que quisermos faz com a leitura o torne um tesouro dos mais caros.
E partilhar com outras e outros nossas preferências, encontrar quem também se apaixonou pelo mesmo livro é muito bom.
Assim, sob este sentimento tão prazeroso, trago o próximo livro do Eu ♥ Este Livro, que é...




Faz pelo menos uma década que li este livro. E não foi na escola. Sinceramente, eu sempre detestei os chamados clássicos da literatura brasileira. Achava um tipo de escrita chata e rebuscada demais. Como adolescente, era difícil me fazerem quer ler por vontade própria algo do tipo. Só obrigada, como era na escola. Li vários desta forma, Machado de Assis era o divo da época (e acredito que até hoje o seja), porém, para um público que crescia sem o hábito de ler, tentar incutir o costume por meio de deveres que incluíam minuciosas resenhas e resumos dos livros, não ajudava. E assim fui até a idade adulta, quando comecei a olhar para este gênero com menos aversão e mais interesse. Primeiro foi com O Cortiço, de Aluísio Azevedo que achei muito interessante. Percebi, na época, que literatura brasileira não era o bicho-papão que eu imaginava. E por uma indicação inusitada, decidi ler Senhora.
O livro é um romance publicado em 1874, sendo um dos últimos escritos por José de Alencar. É considerado o romance mais urbano do escritor, porque ele buscou mostrar e criticar levemente a sociedade fluminense em seus costumes e hábitos diários (lembrando que, na época, a capital do Brasil era no Rio de Janeiro, por isto, o local mais urbanizado do "país"). A protagonista Aurélia é  filha de uma costureira pobre e órfã de pai que se apaixona por um jovem ambicioso. Como o desejo do homem é ter um futuro com menos dificuldades do que ao lado da pobre moça, já que é um homem elegante, fino e que gosta de possuir o que havia de mais caro a se comprar na época, ele decide romper com ela buscando uma outra mulher que tenha um bom dote (costume antigo, mas ainda em vigor em algumas regiões do mundo, que consiste em a família da noiva dar uma quantia, de bens e/ou dinheiro, a um noivo para acertar o casamento. Sem o dote, uma mulher nada valia...) para se casar. Com o passar do tempo, Aurélia que, além do irmão, também perde a mãe, vê-se sozinha no mundo. Porém, a herança de um avô provoca sua ascendência social e ela passa a ser uma rica donzela que procura por um marido. Mas não qualquer marido.
Ainda ferida pela atitude de seu antigo amor, ela decide negociar o casamento com o mesmo homem, mas sem que ele saiba quem seria sua futura noiva. E ele, apenas pensando em usufruir do dinheiro do dote, aceita sem pensar duas vezes. Ao descobrir quem ela é, Seixas, o homem que a magoou de maneira tão vil, fica feliz por ser Aurélia, pois ainda sente-se profundamente apaixonado por ela. Mas Aurélia, do alto de sua nova posição financeira, esclarece a ele que aquele não foi nada exceto uma transação de negócios. Ela o havia comprado. Para representar o papel que necessitava perante a sociedade vigente, que não lhe permitia ser rica e independente para viver como quisesse.
Assim, Seixas percebe que vender a "alma" por um dote era um preço alto demais a pagar.
É claro que eu não vou contar o desenrolar da história, mas posso dizer que me surpreendi com a escrita de Alencar. A questão do "rebuscamento" da escrita ainda se mantém, mas a história envolve ao ponto de não se importar tanto com isto (e dicionário serve para tirar dúvidas mesmo!). A personagem principal, invariavelmente, mantém-se presa ao script que o Romantismo pedia para cada personagem - a mocinha pobre, o amor negado, o sofrimento do mocinho e o final...
Bem, o final só se descobre lendo o livro.
O que gostei no livro foi uma ruptura (leve) com a ideia de que a personagem feminina deve apenas sofrer calada toda a sorte de dor que o homem principal da história criar. Não chegaria a dizer que Alencar "rompeu" com qualquer tabu ou estigma que a mulher carregava/carrega, mas, às vezes, é bom que uma obra brasileira de época possa trazer como protagonista uma mulher diferente do usual.

Eu recomendo este livro a quem já leu outros da literatura brasileira, mas também a quem gostaria de começar a ler e já andou se divertindo com os de Jane Austen. Lembra muito as confusões amorosas de suas heroínas, mas com mais sarcasmo e cheiro de vingança.


Obrigada pela companhia e até a próxima!

Eu ♥ Este Livro #4

Estamos em pleno começo de semana e nada melhor do que conhecer algo sobre um novo (talvez, velho. Quem sabe, desconhecido) livro. Por isso, eu escolho com cuidado os que desejo que outras e outros leiam pois se foram especiais para mim suas leituras, desejo que gerem o mesmo sentimento a quem pousar os olhos sobre suas linhas.
Bem, para este novo Eu ♥ Este Livro, fiz, como sempre, um pequeno e rápido sorteio e o escolhido foi...




É um livro curto e de rápida leitura. Pelo menos diante, diante dos outros que ela escreveu. Mas foi o primeiro que li dela e achei fantástico seu entendimento do mundo (o livro foi escrito em 1929) com relação às mulheres e suas condições de vida dentro da sociedade. Por minha formação acadêmica (e, claro, por ser uma mulher!), eu tenho lido bastante sobre a condição feminina, mas nunca cheguei (na época da faculdade) a ler um livro sequer de Virginia Woolf. Até que descobri Um Teto Todo Seu na biblioteca (eu já contei sobre minhas manias em relação a livros, incluindo emprestá-los da biblioteca sempre que possível? Bem, eu conto com mais enfoque depois). Foi uma descoberta fantástica porque eu sempre me perguntava como as escritoras de antes de meu tempo se viravam para poderem se manterem produzindo obras em uma época (não tão diferente assim da atual) em que esperava-se que "produzissem", na verdade, almoços, jantares, roupas lavadas, casas limpas e crianças limpinhas e comportadas. Eu me perguntava o que elas pensavam (aquelas que não queriam nada disso) desta "obrigação biológica" que lhes era imposta socialmente falando (e literalmente também). E foi com livros como este que entendi como George Sand (que, na verdade, se chamava Amandine Aurore Lucile Dupin), Currer, Ellis e Acton Bell (na verdade, Charlotte, Emily e Anne Brönte), J.K.Rowling (é, ela também...), Robert Galbraith (J. K. Rowling de novo), P.D. James (Phyllis Dorothy James), e George Eliot (Mary Anne Evans) buscavam lutar para que o que escreviam pudessem ter o mesmo espaço. É claro que a publicação em si não lhes garantia status algum dentro do mundo literário, e mesmo hoje em dia, vê-se ainda o caminho longo que escritoras trilham dentro deste complicado clubinho de autores. Um texto muito legal que encontrei sobre o assunto é este aqui.
Mas voltando ao livro, Um Teto Todo Seu é um ensaio (avaliação crítica sobre as propriedades, a qualidade ou a maneira de usar algo; teste, experimento.), escrito como uma narrativa, que se baseia nas palestras que Woolf dava para estudantes de duas universidades exclusivamente compostas de mulheres (nessa época não era permitido misturar alunas e alunos exatamente como nos colégios internos da vida) e tem capítulos que impactam pelo que ela mostra sobre a relação do trabalho e da mulher como somente pensada em um norte: o lar. O pai de Woolf, por exemplo, (que era escritor) acreditava que apenas meninos deveriam ir para a escola e, assim, a própria Virgina não teve acesso ao ensino tradicional; demonstrando a importância da educação na vida das pessoas e o quanto a falta dela veio a prejudicá-la. Cita Shakespeare, a diferença de tratamento que ele e uma irmã inventada teriam dos pais. Critica aqueles que tentaram deslegitimar a escrita de autoras conhecidas de sua época apenas por serem mulheres (seres considerados intelectualmente inferiores)

"A mulher guia como um farol as obras de todos os poetas desde o início dos tempos. (...) Se as mulheres não tivessem outra existência que não na ficção escrita pelos homens, na verdade, alguém até poderia pensar que ela é uma pessoa da mais alta importância; bastante variada; heroica e desprezível; esplêndida e sórdida; bela e discreta ao máximo; tão grande quanto os homens, alguns diriam até maiores. Mas estas são as mulheres na ficção. Não, na realidade, como o Professor Trevelyan apontou, elas são trancadas, abusadas e jogadas pelos cantos dos quartos.
Assim se formula um ser bem excêntrico e multifacetado. Ela exerce a maior importância imaginariamente; ela é completamente insignificante efetivamente. Ela está na poesia de capa a capa; ela é tudo, mas é inexistente na história. Ela manda na vida de reis e conquistadores na ficção; na realidade, ela é a escrava de qualquer garoto cujos pais enfiaram um anel em seu dedo. Algumas das palavras mais inspiradas e dos pensamentos mais profundos da literatura saíram de seus lábios; na vida real ela mal pode ler; ou soletrar; e era propriedade de seu marido." - trecho de Um Teto Todo Seu

E aquelas que vão um pouco além da "esquina", tem de lutar (literalmente) para que esta decisão possa ser mantida. É interessante porque Virgínia somente pode seguir sua profissão pela providência de uma parenta que lhe reservou uma renda por toda a vida (no Reino Unido e outros locais sob as mesmas regras de economia havia este costume). O que a ajudou a poder voltar-se completamente para a escrita. E nos brindar com suas joias literárias.
Mas pensemos, e se esta parenta não tivesse feito esta generosidade em testamento? E se Virginia Woolf, como a maior parte das mulheres de seu tempo (e de hoje) tivesse de viver para trabalhar, será que teria tempo e/ou oportunidade de ter um "teto' onde pudesse se sentar, debruçar sobre uma mesa e escrever seus pensamentos e ideias?
Acredito que não. E é sobre esta percepção de privilégio que a autora decidiu palestrar e compilar tudo em um livro. É claro que o pensamento de poder ser uma pessoa com condições de se dedicar exclusivamente a uma profissão - que precisa de tempo para ter retorno - é mais complexo do que se possa imaginar. Lendo as críticas ao livro, eu gostei da fala da escritora Alice Walker (A Cor Púrpura) que diz:

"O que, então, podemos dizer de Phillis Wheatley, uma escrava, que nem sequer possuía a si mesma? Esta moça doente, frágil, preta, que precisava de alguém para ajudá-la, às vezes — a saúde dela era muito precária — e que, se tivesse nascido branca, teria sido facilmente seu intelecto considerado superior dentre todas as mulheres e a maioria dos homens na sociedade de sua época."

"Walker reconhece que Wheatley estava em uma posição muito diferente da narradora do ensaio de Woolf, em que ela, Wheatley, não possui ela mesma, nem mesmo "um quarto de sua propriedade". Wheatley e outras escritoras existem fora deste teto, fora deste espaço que Woolf define como à parte para escritoras. Embora ela chame a atenção para os limites do ensaio de Virginia Woolf, Alice Walker, unindo a prosa feminista (escrita de mulheres) ao espaço físico e metafórico dos "jardins de nossas mães", rende homenagem ao semelhante esforço de Woolf pelas que procuram um espaço,  um "quarto" para escritoras."

Enfim, o labor do escritor é difícil em um mundo que desvaloriza o trabalho intelectual frente ao braçal. Porém, o da escritora se veste mais do que apenas desta luta binária. A questão da condição feminina dentro da sociedade é refletida não apenas em sua escrita, mas também em sua busca por posicionamento profissional. A escrita feminina acaba por ser desvalorizada pelo imaginário que se construiu/constrói sobre o "ser mulher", mas também pela desvalorização da ideia de um ser feminino sentado por horas diante de um caderno, um computador ou outra ferramenta. Por isso, a importância deste livro (e de outros tantos sobre a questão do labor da escritora), para que se rompa com a ideia canhestra de que 1) a escrita feminina não possui valor e conteúdo inestimável para humanidade e 2) ela não deve ter seu espaço (físico ou virtual) valorizado, mantido e respeitado.

Eu recomendo este livro a cada uma e cada um que queira porque Virginia Woolf considerava Anônimo como uma mulher e porque é preciso que cada uma tenha um teto todo seu para criar e gerar o conhecimento (de qualquer tipo) que a Humanidade precisa.


Até o próximo livro!

Eu ♥ Este Filme #3

Olá, e voltamos com mais um Eu ♥ Este Filme!

E vamos ao filme sorteado! O escolhido foi...

Conta Comigo (1986)


Uau, eu morro de rir das escolhas deste Sorteador! Se não conhece a ferramenta é só clicar aqui para saber mais. Bem, falando sobre este filme, é difícil encontrar alguém que nunca o tenha assistido. É um "clássico da sessão da tarde" da televisão. com mais de uma geração crescendo na frente dela, sendo "educada" por ela, difícil encontrar quem não andou passou um tempinho na companhia de Gordie, Vern, Chris e Teddy. Só um adendo: os filmes desta época parecem repetir (e muito!) a fórmula dos quatro amigos aventureiros. Seja em Os Goonies, Deu a Louca nos Monstros, Os Garotos Perdidos (do qual me lembro pouco mas acho que eram 4 garotos também) e por aí vai. Parece que os roteiristas perceberam o filão em histórias assim e resolveram aproveitar (em time que está ganhando, ninguém mexe!). Mas o fato é que algumas histórias deram muito certo (enquanto outras eram apenas um plágio ruim das primeiras)Conta Comigo foi um destas.
O filme é o relato de um dos garotos sobre um verão de sua infância, na pequena cidade em que morava. Um dos melhores amigos de Gordie ouve falar sobre o garoto que havia desaparecido nas redondezas e os quatro decidem empreender uma busca por ele. E, para isso, eles conseguem se meter em muita situação insana (como a das sanguessugas!) que parece testar a união do pequeno grupo, mas a amizade e a promessa de encontrar o menino é mantida até o fim.
É um filme tocante, acima de tudo e, por isso, foge um pouco da linha de aventura apenas por diversão (ou piratas) dos outros filmes com garotos da época. Ele me lembra um pouco de outro chamado Caçadoras de Aventuras (mas com um grupo menor de aventureiras) por mostrar os contratempos que seus membros passam no dia a dia. O relato de Gordie passa também pelas dificuldades de Teddy (que mostra-se emocionalmente perturbado) e sofre nas mãos do pai, pelo jeito infantil e ansioso de Vern de lidar com as situações e pela obstinação e destemor de Chris querendo sempre fazer o certo sem medir as consequências para si próprio. É interessante porque eles são pré-adolescentes vivenciando estados emocionais que mulheres e homens adultos têm dificuldade de lidar. E, ao mesmo tempo, é incrível como eles prosseguem em sua empreitada apenas por se considerarem amigos, irmãos de alma naquele momento de suas vidas. Ou seja, a amizade que temos nesta idade pode ser das mais puras que poderíamos ter em vida.
Uns pontos interessantes sobre o filme é que, primeiramente, ele foi baseado em um conto do mestre do terror Stephen King (e falo disso aqui para que possam ler também sobre o assunto) chamado 'O Outono da Inocência' do livro Quatro Estações (que também é a origem do filme Um Sonho de Liberdade). Então dá para entender que foi uma grande ideia passar para a forma de película cinematográfica uma história do rei das adaptações para filmes (Carrie, O Iluminado, Christine: o Carro Assassino, Colheita Maldita, Chamas da Vingança, A Hora do Lobisomem, O Sobrevivente, Cemitério Maldito, It: A Obra Prima do Medo, A Metade Negra, Um Sonho de Liberdade, À Espera de Um Milagre, O Apanhador de Sonhos, A Névoa entre outros)E, claro, tem o Will Wheaton de Star Trek e The Big Bang Theory.
Então, Conta Comigo envolve uma história sobre decisão, determinação, coragem e emoção.  É sobre crianças, mas mostra o quanto a vida pode ser terrível (como quando procuramos por algo que apenas em parte pode ser salvo) e também bela pela companhia que temos ao enveredá-la.
Eu recomendo para quem, incrivelmente, talvez não tenha assistido e também como um revival para quem sente falta de histórias sem muito efeitos (especiais) ou invencionices. O filme se faz pelo talento dos atores combinado com a comovente história de aventura que os envolve, e nada mais. 


Abraço a quem quiser e até a próxima!

Um Canto de Leitura #1

Olá, este é um dos dias mais esperados, por trabalhadores e estudantes, da semana: a sexta-feira!!! Nada de ter de dormir cedo, e nem de se preocupar para correr para pegar o ônibus e chegar no horário, onde quer que se tenha de ir. Porque, hoje é sexta-feira. E que tal nos prepararmos para um fim de semana de descanso? Em geral, viciadas e viciados em livros e filmes amam encontrar formas de  poderem interagir com suas paixões, e o fim de semana é o momento em que podem esquecer das obrigações, buscar um lugar confortável e mergulhar de cabeça em uma boa história.

Um Canto de Leitura


Pensando nisso, decidi postar aqui alguns dos ambientes que encontrei que são perfeitos para se jogar e esquecer da vida "lá fora". E, em conjunto a eles, vou trazer uma sugestãozinha dos livros ou filmes que mais combinam com o ambiente (porque com certeza, o local certo pede o livro/filme perfeito, concorda?). E vou trazer cantos para vários gostos.

Dificilmente, se eu esbarrasse em um desses lugares, não iria acabar me acomodando e lendo um livro ou arrumando um filminho acompanhado de uma bebida bem saborosa.


O Canto é também o primeiro que coloquei em minha pasta no Pinterest (apesar de ele ser originalmente do Flickr). Eu bati o olho e pensei: "Quero sentar ali, quero levar algo para beber e quero...

https://br.pinterest.com/pin/5629568253825908/


... ler 'O Clube da Felicidade e da Sorte', de Amy Tan.
... ou assistir a 'A Mulher do Açougueiro'.



Canto: É um dos lugares que mais me fizeram querer uma poltrona enorme e fofa. Este tom escuro dá uma ideia de mistério e suspense, mas também serve bem para um dramazinho ou um romance bem lacrimoso. O problema é que provavelmente eu dormiria neste ninho. Só de olhar me traz uma paaaaaazzzzzz...



Eu acredito que combine com um cappuccino (ou um refri e um balde gigante de pipoca!) e...
... ler 'Roubando Vidas', de Michael Pye.
... ou assistir a 'À Espera de um Milagre'.



O 3º Canto é uma ode ao romantismo. Uma poltrona toda florida para se esbaldar com um chazinho de camomila ou outro calmante e um bom...



... romance de Jane Austen ou das Irmãs Brontë - Charlotte, Emily ou Anne (eu não falei que o final tem de ser feliz. Romances assim,em contos de fadas!).
... ou assistir a 'Rosas da Sedução'.



O último Canto é para romper estereótipos. Chega dessa coisa de cadeira ou poltrona certinha. Dá para ler ou assistir com conforto e isto pode ser feito nessa "poltrona que parece um saco de roupas sujas (ah, se não parece!). E o melhor é que você a molda como quiser (amei esta parte!). Então, como este é um canto para que ninguém exija ordem, podemos levar para lá o que quisermos (ou não levar nada!) e...



... ler 'A Lua do Deserto'.
... ou assistir a 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres'.


Espero que tenham gostado porque só de olhar estes ninhos já me deu vontade de pular no meu e curtir um filminho ou ler um dos livros do Desafio Literário AgriDoce 2017.


Boa leitura ou divirta-se com a película e nos vemos na próxima semana! 

Agridoce em Séries #2


E voltamos com mais um Agridoce em Séries!

Este ano começou meio atolado para falar de séries. Algumas que eu acompanhava, desisti. Outras novas, ainda estou tendo dificuldades em seguir religiosamente. Não apenas pela preguiça, mas porque nem sempre tenho tempo para parar, sentar e me deixar levar por um episódio. Logo, começo a pensar em tudo que ainda preciso fazer e nem curto direito. Por isso, o Agridoce... acaba por me ajudar a lembrar de uma ou outra que anda meio esquecida.

Outro "truque" que uso (quando lembro) é o Banco de Séries. Sabe o que é isto? Não? Bem, eu coloquei aí em cima, no próprio título, um link para ir até lá, mas já explico o que é: uma rede social sobre séries que uma grande amiga, a Tábata do Randomicidades indicou (e ainda usa muito) para ter um registro de qual séries está assistindo, em que episódio ou temporada parou, quais tem mais episódios para ver mais para frente, quais foram encerradas e quais as novas que chegaram na última estação. Também tem como dar notas para cada temporada e episódio. O legal é perceber que organizando, dá para assistir todas que gostamos. O ruim é que tem um espacinho mostrando quanto tempo ficamos na frente da TV assistindo às séries... Dá meda!!!!

Bom, quem quiser (ou for TOCada/o pela mania de organização), é só entrar no 'Banco...' e fazer seu perfil. Como eu disse antes, quando lembro, vou lá e atualizo o que já vi e me sinto bem sabendo que está tudo organizadinho para quando eu voltar (na próxima encarnação) a entrar na rede.

Mas voltando ao assunto do post, hoje vou colocar séries que assisto e gosto muito, mas também uma ou outra que acompanho "por procuração" (minha cara-metade ama assistir, mas só com companhia...). Vamos lá?




Primeiríssima da lista, ela ia aparecer no outro post mas eu decidi que apenas três viriam a cada vez. Então, Jessica Jones entrou logo na frente na corrida dessa semana. A personagem principal é uma super-heroína do gigantesco leque de heróis da Marvel. Tem HQ e história solo que fez/faz o maior sucesso mostrando suas aventuras regadas a muita porrada e palavrão. Na série ela guarda estas características: é superforte e inteligente, mas, diferente do HQ, a história de Jessica ganha tons mais sombrios (e ela não usa tomara-que-caia!... Xi, acho que eu vi um spoilerzinho! kkkkkk)
Mas vamos a uma pequena sinopse da série:
"Após o acidente com sua família, Jessica Jones tenta reconstruir sua vida. Por ser criada por uma famosa agenciadora de artistas infantis que secretamente é uma narcisista patológica, Jessica torna-se guardiã e protetora da filha desta agenciadora e esta a ajuda a usar seus poderes para auxiliar as pessoas. E, de quebra, ganhar um dinheirinho com isso. Assim, Jessica abre a sua própria agência de detetives depois de uma experiência terrível que teve com um homem também detentor de habilidades extraordinárias. Então, a história se desenrola em meio aos casos como detetive, a atração mal disfarçada por um homem chamado Luke Cage e sua guerra pessoal contra um vilão diabólico."
A Netflix tem se destacado por séries da Marvel que impressionam pela qualidade como O Demolidor (que inaugurou as séries) e Luke Cage, que são produções do próprio serviço de streaming, mas também por colocar no seu cardápio as produções de outrem, também da Marvel (como Agent Carter). Quando Jessica Jones surgiu, eu decidi não assistir (porque todo mundo 'tava assistindo!) e sempre desconfio desse lance de "manada". Além disso, eu já  tinha visto a atriz que interpreta a Jessica em outros trabalhos e percebi que ela tinha uma veia cômica demais para um enredo tão obscuro. Mas esta série me surpreendeu. Vi a primeira temporada de um fôlego só ano passado e já estou ansiosa (se a preguiça e os compromissos deixarem) para que a próxima venha. 
Atualização: 1) Pode ser assistida no Netflix. 2) Existe previsão de 2ª temporada e crossover com personagens (de novo!) de uma outra série, O Demolidor. Lembrando que Claire Temple, também de O Demolidor, é a nômade de todas, passando por esta, bicando em Jessica Jones e dando continuidade a seu trabalho de salvar super-heróis em Luke Cage.




Essa série é um problema porque eu nunca quis assisti-la. E isso por culpa de Friends (que eu sempre achei chata e forçada! Me perdoem fãs, mas não existe unanimidade na vida!), eu conclui que HIMYM seria uma cópia, quase um plágio da outra. Mas minha cara metade se apaixonou pela série (lembra que eu disse que havia uma que eu via porque alguém queria companhia?) e até que ela é engraçadinha. Lembra realmente um pouco os conflitos de Friends, mas não percebi muito mais similaridade, além de ser um grupo de amigos e a maior parte das cenas serem no apartamento de um deles. Não sei dizer se é porque a primeira série passou numa época em que eu ficava mais ligada em outras (e passava na Record, eu acho, e o sinal de tv era péssimo, por isso não me interessei em assistir Friends para além da 1ª temporada, e já deu!), mas esta eu até acho legal. Não gosto da extensão do relato (quando ele vai encontrar a bendita da mãe dos meninos?????), o que me desanima  assisti-la, mas há certos sacrifícios que fazemos "por amor" (kkkkkkk). E que tal um resuminho sobre ela?
"How I Met Your Mother mostra Ted Mosby em 2030 narrando aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles e cada um dos grandes e pequenos problemas, trapalhadas, esquisitices e alegrias na vida dele e de seus melhores amigos Marshal, Lily, Robin e Barney até a "Mãe" aparecer." É realmente engraçada a série pela interação entre os atores (apesar de detestar o personagem Barney tenho que reconhecer que Neal Patrick Harris o faz ser muito cômico... e destinado a se dar mal quando se comporta mal). Infelizmente, a série tem muitos pontos que eu acho sem sentido e mesmo desnecessários, mas como é algo que reflete a opinião dos roteiristas de uma década atrás praticamente, fica difícil não ter esperança de que eles evoluíram depois disso. Retirando, então, piadas machistas, homofóbicas, gordofóbicas dentre outras de cunho preconceituoso que tem na série (o que não é exclusivo de HIMYM, porque já vi em outras e hoje são apontadas como o são), dá pra se divertir com as trapalhadas em que eles se envolvem e das esquisitices personalizadas de cada personagem (Mabel é um barril de estimação de um dos personagens...).
Atualização: A série já se encerrou, mas pode ser assistida no Netflix num legítimo revival.




Esta é uma série que amo assistir, mas que está criando teia de aranha porque esqueço que gosto das personagens. O engraçado é que ninguém me indicou esta série (que achei por acaso logo no ano de lançamento) e acompanho desde então. O interessante da série é que os episódios (como em HIMYM) são curtinhos e nem dá direito para enjoar (caso se queira). E quando estou meio tensa com algo, dou um jeito de sentar e passar 20 minutos rindo das besteiras da desbocada Max Black e da ex-patricinha Caroline Channing. Resuminho?
"Em 2 Broke Girls acompanhamos a vida de duas garçonetes, Max Black, a filha de uma alcoólatra e ausente mãe e de pai desconhecido, e Caroline Channing, nascida rica, mas que fica sem dinheiro devido ao pai ser preso e condenado por seus golpes no mundo dos negócios. As duas trabalham juntas em um restaurante do Brooklyn, logo se tornando companheiras e melhores amigas e aprendem a viver e se divertir sem um centavo no bolso.
Esta é uma das séries que sempre levantam meu humor, mas também me faz lembrar do valor da amizade diante do caos da vida. 
Atualização2 Broke Girls está na 6ª temporada e pode ser vista pelos canais Warner Channel e na tv aberta pelo SBT.



E por aqui, eu fico!

Boa semana e até a próxima!

Eu ♥ Este Livro #3

Olá, voltamos ao Eu ♥ Este Livro. já percebeu que sempre que paramos para pensar no que gostamos, preferimos, amamos descobrimos uma novíssima coisa a incluir na lista? Ano passado foi complicado para escolher novas obras para minha lista gigante de favoritos. Favoritei dois e tão somente dois livros. Me senti mal por isso pois sempre imaginei em colocar ao menos metade de minhas leituras, a cada ano, em minha lista de top 1000 (é, estou quase nesse nível...). Mas não dá certo. em nenhum ano eu consegui passar de 3 ou 4 livros que gostei plenamente. O que é uma pena pois voltei a ler com alguma regularidade e seriedade (por enquanto!).
De qualquer forma, ainda que lentamente, minha biblioteca de favoritos aumenta. Este ano, mais um entrou, mas vou falar dele em outro post porque a fila é grande e preciso contar sobre minhas outras "joias". E vamos ao sorteio!
O livro escolhido para ser o terceiro Eu ♥ Este Livro é...

Nossa, este faz tempo que li. De cara (na época), eu pensei: "Livro com título religioso escrito por um autor de histórias cheias de sangue, sexo e mortes? Não vai dar certo!..."
Relembrando agora da história percebo que tem alguma coisa a ver como a véspera de Natal. E é daqueles que você lê sem pretensão alguma (eu estava na verve de ler todos os livros do autor) imaginando que seguiria a mesma linha dos demais (apesar do título inusitado). Explico: Frederick Forsyth é um escritor de romances de espionagem. 

Se alguém já leu a O Dia do Chacal ou assistiu O Chacal (com Bruce Willis) imagina o tipo de literatura que ele cria. Na verdade, existem outros livros dele que viraram filmes antes de eu nascer e mesmo quando eu ainda era criança (e nem sonhava em ler romance de espionagem), mas acho que O Chacal é exemplo suficiente. O fato é que eu conclui, pela grossura do livro (70 páginas!) que seria um conto pequeno sobre um espião em uma missão de Natal (?). Sem spoiler, posso afirmar que foi uma surpresa ainda mais emocionante.
Veja bem, eu estava acostumada (e ainda estou!) a ler os livros dele com muita explosão, tiros voando, e a sensação, até a última página, de que tudo daria errado para o mocinho (quem leu/assistiu qualquer coisa sobre o assassino Chacal entende o que quero dizer). Mas O Pastor leva a um outro ponto que combinou bem com a temática que abordava. 

Obs.: O título do livro tem um significado à parte também surpreendente. Mas vamos a um resuminho sobre a história!
É véspera de Natal e o ano é 1957. Em pleno momento pós-Segunda Grande Guerra, um piloto, que não é identificado pelo narrador, está sozinho no cockpit do avião Vampire voando para casa, de licença da Alemanha. Sessenta e seis minutos de voo é a duração, com descida e pouso inclusos. O destino é a base aérea Lakenheath da RAF, em Suffolk, na Inglaterra. Nenhum problema, apenas seguir o procedimento rotineiro.

Então, lá fora sobre o mar do Norte, a neblina começa a fechar-se (coisa típica de acontecer lá!). O contato pelo rádio desaparece, o radar não funciona e a bússola enlouquece. Naquela época, um piloto precisava desesperadamente do radar e da bússola funcionando para saber para onde estava indo. Imagine ficar sem eles e ainda com uma neblina espessa à frente. Se fosse direto para uma montanha ou um prédio, não ia saber o que tinha atingido. O desespero do piloto é angustiante (E eu me lembro de me perguntar por que alguém criaria uma história sobre tragédia que tinha de se passar na véspera do Natal?!). Quase me arrependi de ter pego o livro para ler. Estava na biblioteca entre os que eu já tinha lido do autor... 
Após usar todos os códigos de emergência que conhece, ele percebe que o combustível está acabando. Não chegará ao seu destino porque sequer sabe onde está. O destino dele é terrível. Entretanto, de repente, em meio à grossa névoa, aparece um bombardeiro da Segunda Grande Guerra (mas como?). Ele voa logo abaixo do Vampire, como se tentasse fazer contato...

E depois, dessa, não larguei o livro!

O piloto sem nome sabia que não tinha chance alguma de sobreviver. Estava antes todo feliz em ir pra casa, passar o Natal com a família. E, do nada, a roda gira e ele é pego em meio a um mar branco e sem qualquer auxílio dos equipamentos do avião. A angústia desse homem é digna dos outros livros de Forsyth (e, gente, era um livrinho mixuruca, com algumas páginas perto dos calhamaços dos outros livros!). Quando aquele misterioso avião surge, o piloto não sabe se isso é algo bom ou um Caronte levando-o do mundo para sempre.
E, até o livro chegar ao fim, você também não sabe o que vai acontecer e nem mesmo se o "colega" do outro avião veio para ajudá-lo (menos ainda sobre quem ele é). 
Eu gostei d'O Pastor porque a mensagem dele é não apenas otimista (ainda que angustiante), mas madura o suficiente para entendermos que se a morte é certa em nossas vidas, a esperança também pode existir. Muitas vezes, duvidamos das nossas capacidades, confiamos em máquinas e rejeitamos o instinto, a intuição, a esperança (de novo!) e a fé em algo intangível. Não falo de algo ligado à religião nenhuma. Falo do que nos faz querer viver, querer prosseguir, querer sair da "névoa" (seja qual for ela) que bloqueia nosso caminho em direção a um destino de paz. E é exatamente disso que este livro pequenucho nos lembra de fazer: acreditar.
Em quê?
Depende (não do que eu acredito, mas) do que cada um usa como guia, como "bússola" em sua vida.
E também O Pastor fala de não temer. De aceitar se jogar no vácuo da dúvida e arriscar-se a prosseguir. Pode ser que tenha uma "montanha' à frente, mas se não há certeza, por que desistir antes de dobrar a próxima esquina da vida?
E é isso que me fez amar este livro. A capacidade de dizer para ter medo, mas, ainda assim, ir.
 

Eu recomendo a leitura a cada uma e cada um que, como eu, teme os obstáculos da vida, mas que aceita que talvez possa superá-los se acreditar que pode.

Obrigada pela companhia e até o próximo Eu ♥ Este Livro!

Eu ♥ Este Filme #2

Olá!
Bom, este texto deveria ter saído ontem mas não adianta programar post no blogger. Tem que postar manualmente mesmo. Então, vamos a ele!

Falar sobre filmes parece algo comum. O número de lançamentos anual mostra que somos uma sociedade que ama se sentar em frente à uma tela de cinema (ou outra qualquer) e deixar, por horas à fio, se envolver por uma trama. Segundo o Internet Movie Database (www.imdb.com), em 2006 foram lançadas, em todo o mundo, 21.847 produções audiovisuais, entre elas 19.328 filmes (as demais são novelas, séries de TV e outras obras que misturam som e imagem). Em 2005, o número de filmes havia sido maior: 21.761. E, de janeiro a julho de 2007, 10.254 títulos foram lançados ao redor do planeta. 

Eu não sou diferente de nenhuma boa cinéfila ou cinéfilo, e minha lista de preferidos só aumenta à medida que os estúdios, espalhados pelo planeta, continuam aquecidos produzindo filme atrás de filme.

E, para este segundo Eu ♥ Este Filme, voltei a utilizar do sorteio. E porque faço isto aqui também? Porque, como disse antes, tenho a oportunidade de rever aquele filme que, muitas vezes, eu não assisto há anos (é, a lista é tão grande que  não dá pra rever os favoritos, por exemplo, numa tarde, uma semana, um mês...).

E vamos ao sorteio! Este 'Eu ♥ Este Filme' é sobre a película...


Chumbo Grosso (2007) do diretor Edgar Wright.


Nossa, esse Sorteador é uma surpresa mesmo! Este filme eu assisti há pouco tempo. Mais por causa do comediante Simon Pegg (Star Trek: Sem Fronteiras, Hector e a Procura da Felicidade, Missão Impossível 3, 4 e 5 e Star Wars: O Despertar da Força) do que por pensar que a história era boa. Eu acho este inglês um ator muito profissional e que demorou para estourar fora do circuito europeu. Apesar de ser um filme "para meninos" (algo que eu não gosto muito), foi um enredo muito divertido. E a parceria de Pegg com Nick Frost volta a acontecer (pela quarta vez). Em geral, os filmes tem muito palavrão e bebedeira. Da maioria, eu não gostei e nem mesmo achei lá muito engraçado. Mas este traz Pegg em um papel bem diferente do que costuma apresentar em comédias.
Bem, a história gira em torno do personagem de Simon Pegg, o sargento Nicholas Angel, que é um policial linha dura, cumpridor de regras e recordista em prisões e resoluções de casos. O departamento de polícia de Londres o detesta exatamente por causa disso: ninguém sequer consegue competir com ele, e nem mesmo deseja, porque sua atitude extremamente responsável faz os demais policiais parecerem o que realmente são: medianos e, muitas vezes, desleixados e relapsos. A permanência no departamento de polícia é algo que causa desgosto a todos, menos ao policial Angel, que sequer nota a inveja e o despeito dos colegas. Ele vive pelo trabalho, e mais nada. Nem mesmo seus superiores escapam de se sentirem inferiorizados diante da conduta corretíssima dele. E, por isso, decidem transferi-lo para uma cidade no interior, bem longe de Londres. E, para desespero de Angel, a que menos tem ocorrências de crimes no país. 
Contudo, ele percebe que a aparente tranquilidade e cordialidade do lugar esconde algum segredo. Quando estranhos desaparecimentos e, mais suspeitos ainda, acidentes começam a ocorrer, Angel desconfia de que uma conspiração está instalada ali. Onde? Ele não tem a menor ideia. Mas isso não enfraquece sua disposição em investigar a fundo, enquanto salva cisnes e lida com seu parceiro meio abobalhado, viciado em filmes policiais (que ama assistir Caçadores de Emoção)
É uma comédia inglesa e, em geral, elas tem uma forma diferente de humor. Nada apenas de tentativas escrachadas de fazer rir. Elas estão lá (tem tudo de idiota que aparece em filmes policiais "sérios", mas zoando cada um deles) para mostrar que dá para rir de quem tenta forçar uma piada. No entanto, o ponto alto (e a grande surpresa do filme!) são os criminosos. É difícil  não rir dessa improbabilidade que tornasse bem plausível se parar para pensar no conjunto inteiro da "conspiração".
Antes de dar meu veredicto, vou falar de umas coisas legais sobre o filme e quem quiser, encontre-os nele: Cate Blanchet (O Senhor dos Anéis, Elizabeth, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Babel e O Curioso Caso de Benjamin Button) e Peter Jackson (O Senhor dos Anéis, lembra?). Além disso, as homenagens a filmes policiais ocorre a todo momento. Sem dar spoilers, porque quem é fã do segmento vai reconhecer as cenas-homenagens, mas a capa do dvd é uma referência a filmes como Police Story 3: Supercop, Caçadores de Emoção e Bad Boys II. Assistindo ao filme é que se entende melhor estas referências. E a trilha sonora de bandas britânicas, como Dire Straits, também ajuda a "entrar no clima" da ação.

Bem, meu apontamento é que esta é uma das comédias mais engraçadas que já vi. Em geral, comédia é para fazer rir e só, mas quando a história tem alguma base (ainda que louca) de argumentação, você vai querer assistir de novo. Comédias não são necessariamente o ápice dos meus filmes favoritos, mas estão lá como muitos outros. Assim, Chumbo Grosso (trailer legendado aqui), como uma paródia dos filmes de ação mais famosos, me fez rir demais todas as vezes em que assisti. Acho que a dupla de personagens só perde (para mim) para as tiras de As Bem Armadas, mas estes caras fazem "bonito" também.

Eu recomendo a qualquer pessoa que queira rir um pouco sem se preocupar em admirar uma cidadezinha pitoresca com um olhar à la Máquina Mortífera.


Boa sessão de cinema em casa e não se esqueça da pipoca!


Até a próxima!